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Fórum Europeu para Segurança Urbana quer que programas eleitorais debatam políticas de prevenção
No passado dia 8 de Maio, decorreu em S. João da Madeira, o Comité Executivo do FESU.
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O comité executivo do Fórum Europeu para a Segurança Urbana (FESU) aprovou no dia 8 de Maio o documento com que pretende convencer os candidatos às eleições europeias a definirem políticas mais activas de prevenção da criminalidade.
O documento assinado em S. João da Madeira reflecte a posição das 300 vilas e cidades representadas no FESU e vai circular por diversos organismos da União Europeia, devendo também ser publicado nos principais jornais de referência europeus.
Para Rui Costa, vice-presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, essa é uma ferramenta de trabalho adequada à conjuntura económica de crise que se atravessa na Europa e no mundo.
No documento estão expressos três princípios que o autarca aponta como fundamentais para a prevenção da criminalidade: “a renúncia a uma atitude xenófoba”, a defesa de novas soluções em aspectos relacionados com a coesão social e “um pilar de actuação muito importante que é o respeito pela legalidade”.
Guilherme Pinto, que preside ao comité português do FESU, afirma: ”O objectivo é que a crise não se transforme num momento de xenofobia e que os ideais da União Europeia não sejam postos em causa só porque a situação está difícil”.
Recordando as manifestações de Janeiro em que os ingleses reclamavam a saída de trabalhadores italianos e portugueses, esse autarca de Matosinhos defende que “os emigrantes legais que ajudaram a criar esta Europa de bem-estar não podem agora ser tratados como trapos velhos que são dispensáveis e têm que ser varridos rapidamente”.
Para Guilherme Pinto, essas questões sociais têm que ser consideradas na definição das estratégias de segurança destinadas a “prevenir os fenómenos que geram criminalidade”.
“Boa parte do trabalho do FESU tem incidido no domínio das drogas e dos comportamentos desviantes”, acrescenta o autarca, e o documento hoje (8 de Maio) aprovado demonstra que “as forças policiais e as autoridades municipais podem colaborar entre si” nesse trabalho de prevenção.
Na próxima assembleia-geral desse organismo deverá ser definida a data e o local de realização de um encontro para divulgação dos projectos de segurança mais inovadores actualmente em curso na Europa.
Documento aprovado
Balanço Final - Dr. Guilherme Pinto
Balanço Final - Dr. Rui Costa
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